4.9.17

Saúde mental e pessoas tóxicas: experiências pessoais

Vocês podem não saber, mas falar do ano de 2016 é bem difícil pra mim. Assim como algumas partes do ano de 2015. Só que tem uma hora que precisamos encarar as coisas que assombram nossos pensamentos e vida, quando nos sentimos preparados. Vou alterar os nomes em meus relatos pra não comprometer a identidade das pessoas.
No início de 2015 eu mudei de escola. Eu queria descobrir até onde ia minha capacidade de adaptação a situações novas, porque eu sou muita pessoa bem anti-social. Então eu criei um desafio pessoal pra mim mesma e esperava que uma amiga em especial, Juliana, fosse leal a mim.
Eu e ela nos conhecemos na escola e andávamos com um grupo de meninas, mas eu acabava passando mais tempo com ela. Compartilhando segredos, dividindo problemas e alegrias. Eu sempre emprestava livros, roupas, filmes a Juliana, algumas até ela acabava ficando e eu nunca esperava nada em troca. Não é assim que funcionam as coisas?
A Juliana estava sempre lá em casa e eu sempre que podia ajudava a ela. Em um desses momentos, ela acabou conhecendo um rapaz e decidiu que ele era especial. Começamos a saga conquistar o coração dele.
Só que ela começou a mudar comigo e a falar coisas a meu respeito a esse cara. E toda vez que ele me encontrava, ficava de cara fechada e vivia falando a Juliana que não queria que ela andasse comigo. E a Juliana dizia a esse namorado que fazia isso por caridade, porque eu vinha de uma família problemática e que eu era toda problemática. Sim, ela começou a espalhar coisas sobre minha família e as intimidades que se passavam dentro da minha casa. E não foi só pra ele.
Passou um tempo e a Juliana quase já não falava mais comigo, só quando queria pedir algum favor ou dizer que dormiria na minha casa. Sendo que por vezes eu a chamava pra sair, chegava no local e ligava pra ela e a ouvia dizer que não iria mais porque fulano chegou na casa dela ou porque fulano isso-aquilo.
Porém, tem um episódio em especial. Eu e Juliana estávamos brigadas e ela quis fazer uma surpresa pro rapaz que ela namorava, então ela pediu pra que eu passasse na casa dela e buscasse algumas coisas que ela tinha comprado. Chegou o dia da tal surpresa e tudo estava como a Juliana pediu: decorado e arrumado. Não posso dar muitos detalhes porque já começa a expôr a pessoa, mas o fato é que naquela noite a amizade tinha se acabado.
A Juliana colocou os "tios" pra dormir na minha casa e seguiu. No outro dia eu já estava bloqueada no whatsapp dela e ficou por idas assim. E não, não foi um problema no celular. Porque alguns dias depois ela mandou uma mensagem pro cara com quem eu saia dizendo "vi um filme e lembrei de você, está tudo bem?" e depois perguntou a ele se não queria encontrar com ela.
Depois de um tempo, eu até tentei falar com a Juliana pra colocar as coisas nas claras, mas ela me falou muitos desaforos e ficou por aquilo. E até hoje ela inverte os papéis nessa história. Diz que eu sai por ai espalhando segredos dela, que eu tentei roubar o namorado dela e que ela sempre me ajudou e que eu fiquei com mil coisas dela depois da briga.
Aí você se pergunta: tá, mas onde entra 2016?
Bem, a Juliana deixou duas "amigas" nossas em comum pra irem sempre contar da minha vida a ela. Toda vez que algo acontecia lá estavam esses "amigas" relatando tudo a Juliana.
Então, depois de muito vai e volta, eu terminei com meu namorado e elas colheram essa informação e contaram a Juliana. Só que eu acabei encontrando com ele e ele pediu pra que conversássemos. E eu chamei ele pra onde eu moro, um condomínio onde a Juliana tem acesso.
Quando cheguei em casa, tinha mensagem de uma dessas amigas dizendo "você encontrou com cicrano hoje?", só que eu achei aquilo muito estranho. Como ela poderia saber disso? E eu disse que não. Então ela continuou insistindo nisso durante muitos minutos e eu sempre negando. Aí ela me mandou uma foto minha com esse cicrano e naquele instante eu soube. Soube que elas estavam o tempo todo contando minhas histórias a Juliana e que eu precisava me desligar delas. E eu fiz.
Eu não posso dizer exatamente que minha vida melhorou da água pro vinho, mas está bem melhor agora que a Juliana não sabe de mais nada que acontecesse comigo. E que eu me livrei daquelas duas amigas falsas que me faziam acreditar que eram tão verdadeiras.
Sim, eu tenho outras experiências com pessoas tóxicas, mas essa é a principal. Depois farei um post sobre como lidar com pessoas tóxicas e como identificar uma. E também vai existir um post sobre como eu superei o trauma de um amigo falso.
Obrigado por me deixar compartilhar isso com vocês.

31.8.17

Fortaleza e memórias de abril

A senhorita-dona-bonitinha aqui, como era de se esperar, abandonou o blog porque... começou a namorar!
Sim, podem bater muito em mim e me xingar pra caramba porque eu estou parecendo aquelas amigas que esquecem que já tiveram uma vida depois que começa a namorar. P-E-R-D-O-E-M. Porém, vamos ao que realmente interessa.
Em abril, no aniversário da minha mãe, viajamos pra Fortaleza com a minha prima. Não passamos muito tempo lá, só uma sexta-feira e o fim de semana. Mas deu pra fazer muita coisa, porém as fotos são só da praia do Cumbuco - mas dá pra ter um gostinho, vai.
Vamos começar o post com essa foto maravilhosa que era a vista da janela do quarto de hotel. Eu ficava maravilhada toda vez que acordava e via essa paisagem linda e a noite a feirinha que tinha logo no calçadão dela.
Sim, eu assumo, essa foto foi pra todas as redes sociais. Até mesmo aqui pro blog. Quem tirou foi minha mãe e as pessoas que estavam comigo não são muito lá de saber tirar fotos, mas essa foi um acidental tão bonito depois de rir de várias fotos toscas.
Essa é minha mãe comendo um camarão. De mau-humor. Antes de uma massagem com creme de cabelo. (?)
Fiz quinhentas poses nesse tronquinho até sair uma foto boa. Juro.
Dá pra ver que a praia é maravilhosa? O mar era super agitado e cheio de pedrinhas que entraram na minha calcinha de biquíni. 
Achei esse cinema super retrô-vintage meiguíssimo. Essa é a bomboniere e ao lado fica a bilheteria e você sobe uma escadinha pra ir pra sala de cinema! É ou não é o cinema mais fofo de todos?
Ah, essa foi a minha primeira viagem de avião (♥) e eu estava super empolgada no dia. Amei tanto estar dentro de um avião que pensei em ser aeromoça.
Mal posso esperar pra minha próxima viagem e dividir tudo com vocês.
Me sigam no instagram pra verem meu dia-a-dia em tempo real: @rasfaaa.

30.8.17

Oi, olá, alô Pulguinha!

Quem me segue nas redes sociais já sabe, mas pra quem não: eu adotei uma nova gatinha.
Nossa, Rafaela, mas você já não tem gatos demais? Bem, talvez. Só que em coração de mãe sempre cabe mais um, é o que dizem.
Eu e Raquel a encontramos num parque. Ela estava bem judiada e decidimos trazê-la pra casa e cuidar dela. E, em pouco tempo, ela já estava novinha em folha!
Ela estava machucada em partes que eu não posso escrever aqui, mas vocês sabem onde é e em outros lugares do corpo. E não eram marcas de briga, mas de ação humana.
Ela agora está nutrida e brincalhona, super saudável.